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Taís Araújo é nomeada Defensora das Mulheres Negras pela ONU

Antes de Taís, a ONU Mulheres Brasil já havia nomeado a atriz e escritora Kenia Maria para o posto de combate ao racismo. Conheça sua história.

Por Letícia Paiva

access_time3 jul 2017, 18h15

 

(Mariana Pekin/CLAUDIA)

A atriz Taís Araújo, 38 anos, foi nomeada Defensora dos Direitos das Mulheres Negras pela ONU Mulheres Brasil, nesta segunda-feira (3). Conhecida por levantar a bandeira de luta contra o racismo, a atriz terá a missão de apoiar iniciativas da organização no combate à desigualdade de gênero e ao preconceito racial. Ela anunciou a nova função em seu perfil do Instagram.

Kenia Maria

(Serendipity/Divulgação)

Antes de Taís, a ONU Mulheres Brasil já havia nomeado atriz e escritora carioca Kenia Maria,  41 anos, como a primeira Defensora dos Direitos das Mulheres Negras. No posto, Kenia atua no combate ao racismo. A primeira batalha é fazer valer o ensino da história e da cultura afro-brasileira nas escolas – obrigatório por lei, mas insuficiente na prática. “Na infância, olhava para além da minha família e não me via representada. A Barbie era branca, as paquitas eram loiras. Nem Iemanjá era negra”, diz.

Uma dificuldade para a grande parte dos negros no Brasil é conhecer suas raízes e sua história, apresentada apenas superficialmente nos livros didáticos. Kenia traça sua origem por meio das histórias da família: da bisavó materna, filha de índia pataxó com italiano; do avô pai de santo e do pai capoeirista; da mãe pedagoga e da tia médica. “Preservamos detalhes que nos ligam às nossas origens. Até hoje comemoramos com festas africanas quando alguém entra na faculdade”, diz.

Com 18 anos, durante a formação da ONG AfroReggae, Kenia passou a promover rodas de conversa para ensinar meninas e adolescentes de comunidades cariocas a fazer turbantes e valorizar o cabelo afro. “Tínhamos pouco acesso a essa consciência que a internet hoje ajuda a disseminar”, diz. “Chegou a hora de questionar a ‘democracia racial’ e lembrar que não está bom para as mulheres negras, vitimadas pelo preconceito e pela violência”.

Na época da nomeação, em março deste ano, a representante da ONU Mulheres Brasil, Nadine Gasman, comentou oficialmente a escolha: “Kenia tem se dedicado à literatura negra infantil e à defesa das religiões de matriz africana, o que agregará aos debates sobre os direitos das mulheres negras durante a Década Internacional de Afrodescendentes e as ações para acelerar a igualdade de gênero no Brasil em apoio à iniciativa global da ONU Mulheres Planeta 50-50 com paridade de gênero em 2030”. A Organização ainda não oficializou a nomeação de Taís Araújo. 

 

Extraído do site da Revista Caras / São Paulo – SP
http://claudia.abril.com.br/noticias/tais-araujo-e-nomeada-defensora-das-mulheres-negras-pela-onu/

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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