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Tambores de percussão ilustram exposição fotográfica

Imagens foram feitas pelo fotógrafo Reinaldo Meneguim nos municípios de Guaratinguetá, São José dos Campos, Campinas e Piquete

 

São Paulo
por Portal Brasil | 
Publicado: 15/07/2014 17:40 | Última modificação: 15/07/2014 17:46

 

Exposição fotográfica e CD tratam tambores como expressão Comunidade Jongo Dito Ribeiro, em Campinas (SP) Divulgação/Pontão de Cultura do Jongo
Exposição fotográfica e CD tratam tambores como expressão
Comunidade Jongo Dito Ribeiro, em Campinas (SP)
Divulgação/Pontão de Cultura do Jongo

 

São Paulo vai receber, no próximo dia 2 de agosto, a exposição fotográfica e o lançamento do CD Jongo no Sudeste. São 50 imagens que mostram as rodas, danças e o bater dos tambores da forma de expressão.

As imagens foram feitas pelo fotógrafo Reinaldo Meneguim nos municípios paulistas de Guaratinguetá, São José dos Campos, Campinas e Piquete no período de janeiro a fevereiro de 2013. O evento é uma iniciativa do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

O CD e a exposição fotográfica são resultados do trabalho realizado entre os detentores do saber e o Iphan dentro das ações que são desenvolvidas no Estado de São Paulo.

Sobre o Jongo

O Jongo é uma forma de expressão afro-brasileira que integra percussão de tambores, dança coletiva e práticas de magia. É realizado nos quintais das periferias urbanas e em algumas comunidades rurais. Acontece em festas juninas, festas do Divino, celebrações de santos católicos e divindades afro-brasileiras e nos dias 13 de maio para lembrar a abolição da escravatura.

É uma forma de louvar os antepassados, consolidar as tradições e afirmar identidades. Tem suas raízes nos saberes, ritos e crenças dos povos africanos, principalmente os de língua Bantu.

No Brasil, o Jongo passou a ser praticado entre os escravos que trabalhavam nas lavouras de café e cana-de-açúcar, no sudeste brasileiro, principalmente no vale do Rio Paraíba. É uma forma de comunicação desenvolvida durante a escravidão. Serviu também como estratégia de sobrevivência e circulação de informações codificadas de fatos acontecidos entre os antigos escravos.

O Jongo sempre esteve em uma dimensão marginal, onde os negros falam de si e da sua comunidade, através da crônica e da linguagem cifrada. É também conhecido pelos nomes de tambu, batuque, tambor e caxambu, dependendo da comunidade que o pratica.

O Jongo do Sudeste foi reconhecido como Patrimônio Cultural Brasileiro em 2005, dentro da categoria de Patrimônio Imaterial, e abrange comunidades nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo.

Em São Paulo, foram contemplados por ações de salvaguarda do Iphan os grupos: Jongo de Quilombolas e Jongo do Tamandaré do município de Guaratinguetá, Jongo de Piquete do município de Piquete, Jongo Mistura da Raça do município de São José dos Campos e Jongo Dito Ribeiro do município de Campinas.

Fonte:

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional 

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative CommonsCC BY ND 3.0 Brasil

 

Extraído do site Portal Brasil

http://www.brasil.gov.br/cultura/2014/07/tambores-de-percussao-ilustram-exposicao-fotografica

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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