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Taxista paranormal guia primeira série nacional do AXN, Santo Forte

Publicado em sexta-feira, 21 de agosto de 2015 às 09:45h   O sujeito pode ser atropelado, levar um tiro no peito ou uma facada, que em seguida se levanta e sai andando. Assim é João da Cruz Forte, personagem de Vinícius de Oliveira em Santo Forte, primeira série feita para o canal ANX no Brasil - estreia dia 30, domingo, às 21h. Em 13 episódios que ocuparão 1 hora no ar, a história de um taxista que usa seus poderes para ajudar os outros faz parte das conversas de Roberto D''Ávila, dono da produtora Moonshot Pictures, há pelo menos 12 anos. E foi apresentada ao grupo Sony, do AXN, em 2008. De lá até que houvesse dinheiro para a produção, foi outra jornada. O produto só vingou com verba do Fundo Setorial do Audiovisual, mais incentivo fiscal via artigo 39, que permite aos canais estrangeiros trocar o pagamento de impostos devidos no Brasil por investimento em produção brasileira. Vinícius, ator que surgiu para a fama na pele do menino do filme Central do Brasil, foi a pérola encontrada pela produção aos 45 do segundo tempo. "Faltava um mês para começar a gravar e a gente ainda não tinha o protagonista", conta D`Ávila, que assina a direção-geral. Carioca capaz de criticar os serviços prestados no Rio de Janeiro, Vinícius reconhece que João é a antítese da imagem do taxista de sua cidade. "Sempre fui o carioca que falou mal do Rio, dos serviços. Já cheguei a descer de táxi no Rio porque o cara queria me cobrar a mais", lembra o ator. "A questão de ser um taxista gentil não foi nem para contrapor a essa questão dos taxistas do Rio, foi uma coisa mais do texto mesmo", diz. Adepto do candomblé, ele aprova as soluções que a paranormalidade de João ganha na série, sempre com a ajuda de um pai de santo (Celso, papel de Thiago Justino). Chegou a dar palpite em algumas cenas, mas avisa que o enredo não tem compromisso com nenhuma religião. "A gente trata religião como normalmente se trata religião no Brasil: muito informalmente, como parte de alguma coisa", endossa D`Ávila. "O cara vai ali no pai de santo, assim como a mulher dele (Dalva, papel de Laila Garin) é irmã de um pastor evangélico", reforça o diretor. Mais que um dom, João se sente na obrigação de ajudar as pessoas que se revelam para ele, involuntariamente: uma espécie de raio X lhe revela os dramas dos passageiros do táxi. Cada episódio se fecha em si, com um passageiro e problemas diferentes. "Lá pelo 7.º episódios", avisa D?Ávila, "o público saberá onde tudo isso começou". Ao longo dos episódios, uns mais leves, outros mais dramáticos, veremos João, casado e pai de dois filhos, perdendo a mão justamente com a família. "A carga para ajudar os estranhos é tão forte, que ele encontra dificuldade em lidar com a família dele." O elenco conta ainda com Cassiano Carneiro, Tamara Taxman, José Araújo, Cacá Ottoni e Davi Maia. O roteiro é de Marc Bechar, um dos autores do argumento, e a direção no set, de João Machado. Para Alberto Niccoli, vice-presidente do grupo Sony no Brasil, a temática da série, que envolve mistério, misticismo e exoterismo, vem ao encontro da linha adotada pelo canal AXN. Há mais de quatro anos, desde que foi criada, a lei da TV paga, que estabelece 3h30 de produção nacional no horário nobre de todos os canais pagos, tem sido cumprida pelo AXN apenas com a exibição de filmes brasileiros. Niccoli justifica que o canal demorou a bancar a primeira série em razão da dificuldade de encontrar um produto de qualidade que se encaixasse na identidade do canal. Agora é testar sua eficiência entre a audiência para autorizar a produção de uma segunda temporada. Boas histórias contadas debaixo de um taxímetro é o que não faltam. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.     Extraído do portal de notícias do Jornal Diário do Grande ABC / São Paulo – SP http://www.dgabc.com.br/(X(1)S(agvrmn30hoykfiv5ugiikds5))/Noticia/1552528/taxista-paranormal-guia-primeira-serie-nacional-do-axn-santo-forte

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Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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