Breaking News

Técnico de atleta francês diz que Brasil é ‘país bizarro’ e jornal cita ‘forças místicas do candomblé’

16/08/16 13:27 Atualizado em17/08/16 08:11

 

O técnico Philippe d'Encausse com Renaud Lavillenie Foto: FABRICE COFFRINI / AFP Extra
O técnico Philippe d’Encausse com Renaud Lavillenie Foto: FABRICE COFFRINI / AFP
Extra

 

Não foi somente o francês Renaud Lavillenie que andou disparando declarações polêmicas, após sua derrota para o brasileiro Thiago Braz na disputa do salto com vara, na noite desta segunda-feira, no Estádio Olímpico.

Ao jornal francês “Le Monde”, Philippe d’Encausse, técnico de Renaud, colocou em xeque o ouro de Thiago, com direito a questionamento levantado pela publicação sobre a competência do brasileiro ter sido influenciado por “forças místicas”.

“O Brasil é um país bizarro”, teria dito Philippe a um repórter do jornal francês. Neste momento de desabafo, o treinador talvez estivesse tomado “por forças místicas do candomblé”, diz Anthony Hernandez, jornalista do “Le Monde” que assina a reportagem sobre a derrota de Renaud.

Renaud Lavillenie é consolado pelo técnico após a derrota Foto: ADRIAN DENNIS / AFP
Renaud Lavillenie é consolado pelo técnico após a derrota Foto: ADRIAN DENNIS / AFP

Renaud faz menção ao nazismo, mas recua

Medalha de prata na competição que consagrou Thiago Braz, o francês Renaud Lavillenie parece não ter digerido muito bem a derrota para o brasileiro na competição de salto com vara na Rio-2016.

Logo após a derrota, Renaud deu uma infeliz declaração à imprensa em que mencionou o regime nazista para criticar o comportamento da torcida brasileira e suas vaias.

— Em 1936, o público estava contra Jesse Owens. Não víamos algo assim desde então. Temos que lidar com isso – disse Lavillenie, referindo-se ao atleta negro americano vencedor dos 100 e 200m rasos e do revezamento 4x100m, além do salto em distância, nos Jogos de Berlim, sob o olhar de Hitler.

Renaud: derrota tirou sonho do bi olímpico do francês. Foto: Franck Fife / AFP
Renaud: derrota tirou sonho do bi olímpico do francês. Foto: Franck Fife / AFP

Posteriormente, mais calmo e com a cabeça fria, Renaud decidiu recuar de seu comentário inicial. Na coletiva de imprensa, o atleta reconheceu seu exagero ao comparar a torcida do Rio com a de Berlim na era nazista, mas manteve o teor crítico de sua fala.

— É a primeira vez que vejo esse tipo de público. Eu já competi em muitos, muitos campeonatos, em muitos países e é a primeira vez que todo mundo está não só contra mim, mas contra todos os saltadores, exceto o brasileiro. Isso (as vaias) são para o futebol, não pro atletismo. Não há respeito. Não há fair play. É uma vergonha! Se não temos respeito nas Olimpíadas, onde vamos ter? Foi uma péssima imagem para as Olimpíadas. Eu não fiz nada para os brasileiros. Estou muito, muito triste e desapontado com o público brasileiro que estava no estádio hoje — desabafou Renaud, que buscava o bi olímpico, após levar o ouro, há quatro anos, em Londres.

Atleta francês lamenta ao não conseguir superar salto do brasileiro Foto: Franck Fife/AFP
Atleta francês lamenta ao não conseguir superar salto do brasileiro Foto: Franck Fife/AFP

 

Extraído do site do Jornal Extra / Rio de Janeiro – RJ
http://extra.globo.com/esporte/rio-2016/tecnico-de-atleta-frances-diz-que-brasil-pais-bizarro-jornal-cita-forcas-misticas-do-candomble-19932512.html

Leia mais: http://extra.globo.com/esporte/rio-2016/tecnico-de-atleta-frances-diz-que-brasil-pais-bizarro-jornal-cita-forcas-misticas-do-candomble-19932512.html#ixzz4HbQmgTGL

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

Related posts

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *