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Terreiro Bate Folha completa 100 anos e comemora com programação especial

 

quinta-feira, 1 / dezembro / 2016 by Ascom

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No mês de dezembro o Terreiro Bate Folha celebra seu primeiro centenário. Com uma programação que contará com exposição fotográfica, seminários, missa e oficinas, nos dias 03 e 04 de dezembro, a Casa abrirá suas portas para receber cerca de 200 pessoas. O objetivo de debater e apresentar a história do Terreiro tem como ponto crucial a salvaguarda da religião do culto afro-brasileiro de Nação Congo-Angola (ou apenas Angola) na Bahia.

terreiro_bate_folha1-300x247No dia 24 de novembro autoridades, candomblecistas e pesquisadores participaram da Sessão Especial pelo Centenário do Terreiro Bate Folha, no Plenário da Assembleia Legislativa, CAB. O evento solene marcou a abertura da programação comemorativa pelos cem anos da Casa.

O seminário de Centenário do Bate Folha conta com o apoio da Fundação Cultural Palmares (MINC), Secretaria de Cultura do Estado do Pernambuco, Secretaria de Cultura do Estado da Bahia e de outras duas secretarias estaduais – Políticas para as Mulheres (SPM) e Promoção da Igualdade Racial (Sepromi).

Programação:

03/12 – Sábado

9h30- Inicia com falas dos zeladores da Casa Nengua Gaguanssesse, Tata Muguanxi e Tata Kissendu, presidente da Sociedade Beneficente Santa Barbara.

10h40- Zulu Araújo irá proferir a palestra com o tema “Preservação de espaços sagrados: a importância da memória para terreiros de candomblé”, inclusive, para oficializar o convênio da fundação com o terreiro para a construção do Memorial Terreiro Bate Folha, que será assinado, logo em seguida.

A tarde a programação continua com a conferência “Terreiro Bate Folha – espaço de salvaguarda da memória afrodescendente”, com a participação de Yeda Pessoa de Castro e de Ordep Serra, ambas da UFBA.

Cada conferencista terá 20 minutos para falar e a mediação será feita por Rogério Lima Vidal, da Uneb.

16h30- Serão feitos os lançamentos comemorativos aos 100 anos do Terreiro Bate Folha.

17h00-  Encerrando o primeiro dia do evento com apresentações do Bloco Alvorada e do músico Gerônimo.

04/12- Domingo

09h30- A mesa “Protagonismos das religiões de matriz africana”, inicia as atividades do segundo dia. Conta com a participação de Erivaldo Nunes, da UFBA, Camilo Afonso, Adido cultural de Angola, e Tata Tauá, do Terreiro Bate Folha. Cada palestrante terá de 10 a 15 minutos de fala, mediadas por Alexandro Reis, da SPM.

14h00- A mesa “O candomblé de Angola e sua resistência cultural”, faram parte os palestrantes Tata Nzazi, do Terreiro Tumbansé, João Monteiro, do Ilê Ogum Maata, e Carla Nogueira, do Terreiro Bate Folha. A conversa será mediada pelo professor da UFBA, José Roberto Severino.

17h30- Encerramento das atividades comemorativas do terreiro. Show de encerramento, com apresentação do Maracatu Nação Raízes de Pai Adão.

15319146_1449622001732537_6098252082682519932_n2-300x300Exposição

A exposição fotográfica “100 Anos depois” do Terreiro Bate Folha de Marisa Vianna estará aberta à visitação nos dias 3 e 10 dezembro. Nela os visitantes encontraram fotografias antigas e atuais, e documentos que criam uma linha do tempo, explicando e contando a história do Terreiro mais antigo de Salvador.

Terreiro Bate Folha

Fundado em 1916, o Terreiro Bate Folha ou Mansu Bandu Kenkê (Manso Banduquenqué), fica localizado no bairro da Mata Escura, é o maior terreiro da cidade de Salvador, em extensão territorial, e um dos mais antigos da capital.

dsc_1351a-300x156Foi tombado em 10 de outubro de 2003, como patrimônio nacional e Patrimônio Cultural Brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e como Território Cultural Brasileiro pela Fundação Palmares, por ser reconhecido como bem cultural.

O Manso Banduquenqué é um importante centro de culto afro-brasileiro de Nação Congo-Angola. Atualmente o Terreiro encontra-se sob a gestão do seu sexto sacerdote, Tata Muguanxi (Cícero Lima).

 

Fonte: Site da Fundação Palmares / Brasília – DF
http://www.palmares.gov.br/?p=43924

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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