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Terreiro criado há 157 anos é tombado em Cachoeira

O mais novo bem cachoeirano considerado Patrimônio Cultural do Brasil teve seu tombamento aprovado em 4 de dezembro do ano passado

Da Redação (redacao@correio24horas.com.br)

27/03/2015 09:11:00Atualizado em 27/03/2015 09:26:31

 

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, homologou o tombamento do Terreiro Zogbodo Male Bogun Seja Unde, localizado no município de Cachoeira, no Recôncavo baiano. Também conhecido como Roça do Ventura, o terreiro começou a ocupar o espaço em 1858, portanto, há 157 anos. O espaço é responsável pela preservação de uma das tradições religiosas de matriz africana, da liturgia do candomblé de nação jeje-mahi, originária nos cultos às divindades chamadas vodum.

 

Foto: Divulgação/Iphan
Foto: Divulgação/Iphan

O Seja Unde tem fundamental importância na formação da rede de terreiros do Recôncavo e para a formação do camdomblé como religião. A solicitação para o tombamento da casa de candomblé matricial de tradição jeje-mahi foi feita pela então presidente da Sociedade Religiosa Zogbodo Male Bogun Seja Unde, Alaíde Augusta da Conceição, a veneranda vodunce Alaíde de Oyá, em dezembro de 2008 e reiterada, em 2009, pelo atual presidente da Sociedade Religiosa Zogbodo Male Bogun Seja Unde e ogã da casa, Edvaldo de Jesus Conceição, o Buda.

O mais novo bem cachoeirano considerado Patrimônio Cultural do Brasil teve seu tombamento aprovado em 4 de dezembro do ano passado, pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, reunido na sede do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural Nacional (Iphan), em Brasília. A portaria com a homologação da decisão foi publicada ontem, no Diário Oficial da União.

O terreiro Zogbodo abrange um sítio natural e elementos edificados, além de árvores referenciais dos ritos do candomblé. As ‘árvores sagradas’ existentes no local são Nana, Tiriri, Ogum Eroquê, Avequité, Zogbo, Bessém, Ogum, Ajuzum, Lokó, Badé, Aqué e Parara.

 

Extraído do site do Jornal Correio* / Salvador-BA
http://www.correio24horas.com.br/detalhe/noticia/terreiro-criado-ha-157-anos-e-tombado-em-cachoeira/?cHash=1b35550ea49209f4d709c9b4d8262876

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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