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Terreiro de candomblé é reinaugurado em Brasília

porPublicado: 07/10/2016 16h50Última modificação: 07/10/2016 17h10   1d31be10-3532-4731-bdd7-9d17d5fcb906Na noite de quarta-feira (05/10), no Paranoá em Brasília, o terreiro de candomblé Ylê Axé Oyá Bagan realizou um ato solene de reinauguração da comunidade de matriz africana após o incêndio ocorrido em 27 de novembro de 2015.  Compôs a programação uma contagiante apresentação do grupo de percussão Filhas de Oyá, discursos de autoridades e o descerramento da placa de inauguração. A noite prosseguiu em confraternização ao som de batucadas em homenagem ao terreiro Ylê e exaltando a Oyá. A Secretária Especial de Políticas de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luislinda Valois, esteve entre os convidados. Os presentes puderam provar além do acarajé, do vatapá e do caruru preparado pelas filhas de santo, o Xinxim de Galinha – prato da cultura afro-brasileira que leva amendoim, frango, camarão, gengibre e outros temperos. Mãe Baiana, Iyalorixá do terreiro Ylê Axé Oyá Bagan, iniciou a solenidade convidando todos os babalorixás e as iyalorixás presentes a baterem um Paó, ato de agradecimento segundo a tradição candomblecista, à ancestralidade. Em seguida relembrou o ocorrido no ano passado, quando o seu terreiro foi destruído por um incêndio que consumiu os santos, ferramentas e os barracões. Refletiu sobre a necessidade de uma segunda abolição, visto que a liberdade religiosa dos povos tradicionais ainda é sistematicamente comprometida. Enfatizou que a reinauguração é antes de tudo uma declaração simbólica de resistência e luta, onde os frequentadores do terreiro buscaram forças em seus orixás para perseverarem para reerguer o local e retomarem seus ritos religiosos que foram interrompidos naquele espaço. A Iyalorixá encerrou a noite mandando uma mensagem para outros povos de terreiro e qualquer outro segmento religioso que também esteja passando perseguição: Gente chegou a hora da gente rezar, chamar pelos nossos orixás, chamar por Deus, por Jesus. Chamar cada um segundo seu segmento de fé e juntos começarmos a combater a intolerância dentro da nossa casa, dentro das escolas, na rua, na parada de ônibus. Começar a combater, não apoiar qualquer tipo de discriminação. Quando alguém é confrontado por seus gestos e ações de intolerância esse alguém tem a oportunidade de rever sua forma de pensar porque ele fica constrangido. E é esse tipo de confronto, de combate que precisamos buscar. Não usando a violência, mas com a bandeira da cultura paz, que é mais lógica e traz mais segurança para todos. Informações da Fundação Cultural Palmares   Extraído do site da SEPPIR – Secretaria de Políticas da Promoção de Igualdade Racial / Brasília – DF http://www.seppir.gov.br/central-de-conteudos/noticias/2016/10-outubro/terreiro-de-candomble-e-reinaugurado-em-brasilia

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Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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