Breaking News

Terreiro de Candomblé Ilê Axé Oxumaré (BA) é tombado

Terreiro é o sétimo protegido pelo Iphan. Outros seis se encontram em Salvador (BA) e em São Luís (MA)

por Portal Brasil | Publicado: 10/07/2014 17:20 | Última modificação: 10/07/2014 17:20  
Divulgação/Iphan Segundo a tradição, Oxumarê é simbolo da riqueza, da continuidade e da permanência
Divulgação/Iphan
Segundo a tradição, Oxumarê é simbolo da riqueza, da continuidade e da permanência
Foi publicado nesta quinta-feira (10), no Diário Oficial da União (DOU), o tombamento do Terreiro de Candomblé Ile Axé Oxumaré, em Salvador (BA). O local é considerado um dos mais antigos centros de culto afro-brasileiro da Bahia. O conjunto é destinado às práticas religiosas e tem comprovada e duradoura tradição na Bahia, já declarado Território Cultural Afro-Brasileiro. O tombamento definitivo Ile Axé Oxumaré foi aprovado em novembro do ano passado pelo Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A solicitação foi feita em 18 de setembro de 2002, pelo sacerdote Babalorixá Agoensi Danjemin, supremo dirigente do Ylê Oxumarê, e pelo presidente da Sociedade Cultural Religiosa São Salvador – Ylê Oxumarê, Silvanilton Encarnação da Mata. O Terreiro de candomblé é o sétimo protegido pelo Iphan, os outros seis são Casa Branca, Ilê Axé Opô Afonjá, Gantois, Alaketu e Bate-folha, na Bahia em Salvador, e a Casa das Minas Jejê, em São Luís (MA). Oxumarê é simbolo da riqueza A Oxumarê é o orixá do movimento e dos ciclos vitais que geram as transformações, em que o santuário é consagrado. Na tradição ioruba, os orixás são ancestrais divinizados que correspondem às forças da natureza. Portanto, seus arquétipos estão diretamente relacionados às manifestações dessas forças. Segundo a tradição, Oxumarê é simbolo da riqueza, da continuidade e da permanência, é a serpente-arco-íris, que representa a união entre o céu e a terra, o equilíbrio entre os orixás e os homens. É uma divindade muito antiga, participou da criação do mundo enrolando-se ao redor da terra, reunindo a matéria e dando forma ao Mundo. Sustenta o Universo, controla e põe os astros e o oceano em movimento. Rastejando-se pelo Mundo, desenhou seus vales e rios. É a grande cobra que morde a cauda, representando a continuidade do ciclo vital. Sua essência é o movimento, a fertilidade, a continuidade da vida. O dia da semana de culto à Oxumarê é a terça-feira, suas cores são o amarelo e o verde, ou preto, além das cores do arco-íris. Seus símbolos são o Ebiri, espécie de vassoura feita com nervuras das folhas das palmeiras, a serpente, o círculo e o bradjá, colar de búzios, e sua saudação é A Run Boboi. Fonte: Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional    Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative CommonsCC BY ND 3.0 Brasil Extraído do site Portal Brasil http://www.brasil.gov.br/cultura/2014/07/terreiro-de-candomble-ile-axe-oxumare-e-tombado

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

Related posts

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *