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Terreiro de candomblé monta exposição com objetos de orixás

Meire Oliveira | Qua, 24/02/2016 às 23:01

 

Joá Souza | Ag. A TARDE Iniciada veste indumentária dedicada à iabá Oxum
Joá Souza | Ag. A TARDE
Iniciada veste indumentária dedicada à iyabá Oxum

A exposição Arte de Santo reuniu cerca de 60 ferramentas e adereços de orixás, nesta quarta-feira, 24, no terreiro Ilê Axé Yá Onira, localizado no bairro de Brotas. O evento encerrou as atividades do edital Novembro Negro, promovido pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi).

As peças foram confeccionadas pelos 30 alunos do curso desenvolvido pela Associação Civil Filhos de Bárbara (Acfba), vinculada ao terreiro. A capacitação e produção das peças teve duração de quatro meses.

Capacetes, braceletes, contas e quartinhas, entre outros objetos, estão disponíveis para venda. O montante referente ao que foi vendido será dividida entre as bordadeiras do projeto.

“As demais peças serão distribuídas entre elas para que cada uma venda suas peças e fique com o dinheiro”, explicou o babalorixá Roberto de Iansã, líder espiritual do Ilê Axé Yá Onira e presidente da Acfba.

Pai Roberto é o líder espiritual do Ilê Axé Yá Onira
Pai Roberto é o líder espiritual do Ilê Axé Yá Onira

 

A concepção dos objetos foi coletiva e a escolha de materiais obedeceu às especificidades de cada divindade. “A partir das técnicas e característica de cada orixá, cada um desenvolveu um jeito e foi incorporando sua experiência. Por isso o resultado foi tão satisfatório”, disse a coordenadora do projeto, Maria da Conceição Souza, 59 anos.

O edital Novembro Negro teve como categorias Reconhecimento, Justiça e Desenvolvimento, que são eixos da Década Internacional Afrodescendente (2015- -2024), proclamada pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

A iniciativa serve de base para o desenvolvimento de políticas públicas para as comunidades negras, como caminhadas, seminários, capacitações, encontros e ações de empreendedorismo, entre outras.

Em agosto do ano passado, o mesmo terreiro realizou um desfile de bordado richelieu, viabilizado por um edital da Secretaria de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte do Estado (Setre).

O projeto Richelieu e Bordados Ancestrais é desenvolvido pela Acfba. “A produção continua e aceitamos encomenda. Em abril, iremos fundar a cooperativa Mucama Bordados para desenvolver melhor esse trabalho”, contou o babalorixá Roberto de Iansã.

 

 

Extraído do site do Jornal A Tarde / Salvador – BA
http://atarde.uol.com.br/bahia/salvador/noticias/1749614-terreiro-de-candomble-monta-exposicao-com-objetos-de-orixas

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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