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Terreiro de Pai Edu, no Alto da Sé, recebe o título de Patrimônio Cultural Imaterial de Olinda

A solenidade ocorrerá às 16h, na sede da prefeitura. No local, também ocorrerá o concerto inaugural da Orquestra Clássica de Olinda

Publicado em 12/03/16 às 11:06 | Atualizado em 12/03/16 às 11:06

Por Secretaria de Comunicação de Olinda

Palácio de Iemanjá. Foto: Luiz Fabiano/Pref.Olinda
Palácio de Iemanjá. Foto: Luiz Fabiano/Pref.Olinda

No dia 12 de março de 2016, aniversário da cidade de Olinda, o Prefeito Renildo Calheiros assinará a declaração de Patrimônio Cultural Imaterial para o Terreiro de Pai Edu, aprovada pelo Conselho de Preservação dos Sítios Históricos de Olinda. A solenidade ocorrerá às 16h no Palácio dos Governadores, atual sede da Prefeitura de Olinda.

No local, também ocorrerá o concerto inaugural da Orquestra Clássica de Olinda, com a participação do Mestre do Maracatu Nação Camaleão, o percursionista Marcio Carvalho e a voz de Tiago Nagô, com regência do Maestro Israel de França.

A solicitação para essa declaração ao Terreiro de Pai Edu foi de iniciativa do próprio prefeito Renildo Calheiros, que a entregou ao presidente do Conselho de Preservação dos Sítios Históricos de Olinda em cerimônia realizada no Palácio de Iemanjá Assessu, no dia 12 de março de 2015.

Pai Edu – O Babalorixá Pai Edu, fundador do Palácio de Iemanjá, destaca-se pela sua história religiosa/social e atuação política na resistência do povo de Santo no Brasil.  Eduim Barbosa da Silva, olindense de Rio Doce, nascido em 01/05/1934 numa família de quinze irmãos postula primeiro ser padre, mas sua verdadeira vocação o leva em 1951 para a casa que depois ele reconstrói, transformando-a em Palácio de Iemanjá no Alto da Sé. Iniciado no Candomblé por José Romão Felipe da Costa e Mãe Bernardina do Sítio de Pai Adão, o também Juremeiro, Pai Edu, nos anos 60 consegue fazer o Palácio de Iemanjá um dos centros mais conhecidos no Brasil no que se refere à cultura de matriz afro/indígena/católica brasileira.

Solenidade realizada no Palácio de Iemanjá em março de 2015, quando o prefeito Renildo Calheiros assinou o pedido de registro do templo como Patrimônio Imaterial da cidade. Foto: Luiz Fabiano/Pref.Olinda
Solenidade realizada no Palácio de Iemanjá em março de 2015, quando o prefeito Renildo Calheiros assinou o pedido de registro do templo como Patrimônio Imaterial da cidade. Foto: Luiz Fabiano/Pref.Olinda

A Casa, como templo religioso, fica marcada por envolver-se em projetos e ações sociais promovidas pelo seu fundador, sendo frequentada por figuras representativas da sociedade brasileira nas artes, na cultura, na política e no esporte assim como pelo povo em geral.

Pai Edu na sua luta de resistência a favor do culto e de tradições ajuda a elaborar e promulgar leis como a Edmir Regis que afasta dos cultos a fiscalização policial. Por sua trajetória, torna-se símbolo, referência e agrega valores ao nosso Patrimônio Imaterial como ilustre filho de Olinda.

 

Extraído do portal da Prefeitura Municipal de Olinda / PE
http://www.olinda.pe.gov.br/cultura/terreiro-de-pai-edu-no-alto-da-se-recebe-o-titulo-de-patrimonio-cultural-imaterial-de-olinda#.VunKACgrLIU

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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