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Terreiro de Umbanda

 

g_capa_269Edição 269

Setembro de 2009

 

POR Giselle Hirata

 

 

A umbanda surgiu no Rio, no início do século 20, acrescentando espiritismo ao candomblé da Bahia. É uma religião descentralizada: cada pai-de-santo é papa de seu terreiro. Mas há um roteiro das “giras”, noites em que as entidades prestam consultas.

1. Casa cheia
Os que chegam para o ritual costumam tirar os sapatos, em respeito ao solo sagrado, o congá. Um terreiro pode ter até 50 médiuns e auxiliares, os “filhos da casa”, e receber 200 pessoas.

2. Sintonia fina
Enquanto o público se acomoda, médiuns e auxiliares se banham com ervas, para entrar em sintonia com o mundo espiritual. Eles também são responsáveis pela preparação do ambiente.

3. Saudação
O ritual é iniciado com um pedido de proteção aos orixás (deuses africanos) protetores do terreiro. Também é feita uma defumação do ambiente, do peji, dos médiuns e do público, para preparar a chegada das entidades.

4. Incorporação
Ao som dos atabaques, as entidades baixam. O primeiro a incorporar é o pai-de-santo, seguido dos médiuns. As pessoas do público são encaminhadas para atendimento, contam seus problemas e recebem conselhos.

5. Canta pra subir
Depois que todos foram atendidos, os médiuns desincorporam e é feito o encerramento com uma defumação e mais cânticos de agradecimento. As pessoas costumam sair de frente para o congá, seguindo a regra de “não dar as costas ao que é sagrado”.

Entidades mais conhecidas

PRETO VELHO
Símbolo da sabedoria africana. Dão conselhos e resolvem dilemas espirituais, morais e psíquicos.

CABOCLO
Mestres na cura com folhas e ervas, dão ânimo contra as dificuldades de saúde.

EXÚ
Confundido com o mal, resolve questões da profissão e do coração. A Pombagira é a versão feminina.

ERÊ
Representam pureza e inocência. São entidades que trabalham para trazer alegria e esperança.

Fontes Pai Carlos Buby, do Templo Guaracy; Roger Soares, professor da Faculdade de Teologia Umbandista.

 

 

Extraído da versão digital da Revista Superinteressante – Ed. Setembro 2016
http://super.abril.com.br/historia/terreiro-de-umbanda?utm_source=redesabril_jovem&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_super

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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