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TJRJ abre as portas para debater intolerância religiosa

Segunda-Feira, Dia 13 de Julho de 2015

Acostumado a julgar, realizar audiências e colher depoimentos, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) quer mais. Quer participar dos debates quer agendam a opinião pública e tomam conta das redes sociais. A estreia desse canal de diálogo será no dia 16 de julho, quinta-feira, às 18h30, na Biblioteca do TJRJ, e o tema está na ordem do dia: intolerância religiosa.
Os convidados para participar do encontro são a jovem candomblecista Kailane Campos, de 11 anos, vítima de agressão quando, vestida de branco, seguia para um centro espiritualista na Zona Norte do Rio. Ao lado dela, vai participar o coordenador da ONG Viva Rio, Rubem César Fernandes. O movimento articula políticas públicas com o objetivo de promover a cultura da paz e a inclusão social. A ouvidora-geral do TJRJ, Andréa Pachá, será a mediadora.
A iniciativa é o novo canal criado pela Diretoria-Geral de Comunicação e de Difusão do Conhecimento (DGCOM). Segundo o diretor, professor Joel Rufino, o contato da Justiça com os problemas e situações vivenciados por uma grande parcela da população se dá somente através dos relatos feitos nos ritos processuais. Com a realização do projeto, a Justiça quer agora ouvir as pessoas que poderão se manifestar e trazer reflexões para diversas questões sociais.
O espaço para realização dos debates comporta 40 lugares. Por isso, senhas serão distribuídas uma hora antes do evento começar.
Intitulado “Conte algo que não sei”, o evento é o título de uma coluna diária do jornal O Globo, que o cedeu para batizar o projeto cultural da DGCOM. O professor Joel Rufino diz ser grato à parceria com o jornal e explica a razão de ter escolhido este título para o novo empreendimento da DGCOM.
“Eu tenho uma inveja boa desse título e do conceito da coluna que presta uma homenagem às pessoas. As portas do tribunal devem estar abertas para o povo. Não apenas para que as pessoas venham aqui depor em processos, como acusado ou testemunha. Existe um grupo social que faz coisas bastante interessantes em prol da sociedade e que não é divulgado” – disse o professor Joel Rufino.
A agenda de encontros também prevê, em datas posteriores, uma abordagem sobre o trabalho dos professores de uma escola municipal em Cordovil, na Zona Norte do Rio, em que se destaca a qualidade do ensino para os alunos. Será convidada também a mãe do brasileiro Islam Hamed, de 30 anos, que está preso na Palestina desde 2010. Hamed diz que a sua prisão é injusta, uma vez que a pena terminou em 2013 e ele já deveria ter sido libertado. No entanto, a Autoridade Nacional Palestina (ANP) alega que Israel não lhe daria salvo conduto para cruzar o território. Em 2002, o brasileiro foi preso em Israel, acusado de atirar pedras em carros militares daquele país.
        Fonte: Da redação (Justiça em Foco), com TJRJ.
Extraído do portal Justiça em Foco
http://www.justicaemfoco.com.br/desc-noticia.php?id=106388

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