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Tradições de ano novo; O que fazer e não fazer na virada

Por  CBN Foz | Sábado, 27 Dezembro 2014 16:29

 

Começe o ano novo renovado e cheio de boas energias. Conheça tradições que prometem muita sorte.

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Com a chegada do novo ano muitas pessoas buscam renovar suas energias e realizar mudanças na sua vida, seja profissional, pessoal, amorosa ou mesmo espiritual. Muitos recorrem a mandingas e seguem tradições antigas que prometem amor, dinheiro, sorte e muito mais

 

Conheça o significado de algumas das mais conhecidas tradições

 

Comer lentilha

As lentilhas eram cozinhadas desde tempos pre-históricos no Oriente Médio, donde se espalharam para a Europa do sul e central e para o norte de África. A sopa de lentilhas continua a ser uma preparação popular em toda a região.

Tomar sopa de lentilhas na virada do ano, assegura que haja muita fartura a mesa. A tradição foi trazida para o Brasil por imigrantes italianos.

lentilha

Na ceia de ano novo deve se comer três colheres da sopa de lentilha, antes de qualquer outra refeição, fazendo três pedidos diferentes, um para cada colherada. Realize seus pedidos com fé.

Comer romã

A importância da romã é milenar, aparece nos textos bíblicos, está associada às paixões e à fecundidade. Os gregos a consideravam como símbolo do amor e da fecundidade. A árvore da romã foi consagrada à deusa Afrodite, pois se acreditava em seus poderes afrodisíacos. Para os judeus, a romã é um símbolo religioso com profundo significado no ritual do ano novo quando sempre acreditam que o ano que chega sempre será melhor do que aquele que vai embora.

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Diz a tradição que deve ser comer sete sementes de romã e guardá-las na carteira até o próximo Réveillon se estiver visando dinheiro. O número sete é muito importante quando você faz simpáticas, pois além dos sete chacras, ainda tem sete dias da semana.

Comer uvas

Uma uva deve ser comida a cada badalado do relógio completando as 12 horas. Espanhóis acreditam que a docura de cada uva representa como será cada mês do ano.

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As sementes devem ser guardadas na carteira durante todo o ano, para trazer prosperidade. Outros acreditam que deve se comer 7 ou a quantidade correspondente ao seu número de sorte para garantir prosperidade e fartura no ano que começa.

Não coma aves
Supersticiosos pregam que comer aves na ceia de Ano Novo traz mau agouro. Por precaução muitos procuram se alimentar com carnes de porco ou peixe.

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As aves ciscam para trás e pode significar atraso na vida de quem quer começar um ano com muita prosperidade e novas conquistas.


Pular sete ondas

Diz a tradição que Iemanjá, Rainha do Mar, através de sua divindade, nos purifica e dá força para vencer os obstáculos que teremos que enfrentar no próximo ano.

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Ao pular as 7 ondas no mar, deve se invocar os poderes de Iemanjá para abrir caminhos para o próximo ano. Cada pulo deve ser acompanhado de um pedido. Nunca deve se virar de costas para o mar, pois pode atrair má sorte na parte financeira.

 

Fazer oferendas a Iemanjá
A tradição de umbandistas e candomblecistas, atrai gente de vários credos. O ato de homenagear Iemanjá chegou ao Brasil com os africanos.

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Iemanjá proporciona a boa pesca nos mares, regendo os seres aquáticos, provendo o alimento vindo de seu reino. Iemanjá é quem controla as marés. Protege a vida marinha. Regente absoluta dos lares, protetora da família. Iemanjá pode ser invocada para ajudar durante o parto, pois é a Deusa da fertilidade, ela ama as crianças. Protetora dos bebês e das gestantes, ela é a eterna mãe. Iemanjá é a Padroeira dos amores, é muito solicitada em casos de paixões conflituosas, tudo pode ser conseguido caso ela consinta. Iemanjá exerce fascínio nos homens, com sua beleza incomparável, seus longos cabelos, feições delicadas, corpo escultural e muito vaidosa.

Para agradar a Rainha do Mar e pedir proteção, coloque rosas brancas num vaso ou uma cesta com frutas sobre a mesa, dispostas com a intenção de pedir a saúde e a felicidade dos habitantes da casa. Acenda uma vela azul ou branca em um local especial.

 

Usar roupa branca
Tradição foi trazida ao Brasil pelos escravos africanos durante a colonização e se tornou o hábito mais tradicional em todas as partes do país.

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Passar a noite da virada de branco, representa a busca pela luz, pureza, bondade e paz. Tradição africana de usar roupa branca significa paz e purificação espiritual em para homenagear Iemanjá na virada do ano.

 

Tomar espumante

O vinho espumante é considerado sabedoria e vida nas religiões cristãs. Acredita-se que traz sorte e prosperidade para o novo ano por serem feitos com uvas. Deve ser consumido em taças de cristal, pois a mesma purifica as energias espirituais.

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Por via de regra não é permitido abrir o espumante ante das doze badaladas do relógio, confirmando a chegada do Ano Novo. Não existe registro oficial de quando, exatamente, a tradição de estourar vinho espumante no Reveillón começou. A bebida evoca comemoração e felicidade, traços característicos da chegada do novo ano.

Roupa íntima colorida
A escolha da cor da roupa da chegada do ano novo pode representar o que virá pela frente. Seja na paz, amor, prosperidade.

 

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As cores são captadas pelos olhos, transmitem para o cérebro impulsos que resultam em mudanças comportamentais na sua vida, segundo a Cromobiologia, ciência que estuda o significado das cores e como elas afetam a vida humana.

Atualizado em Sábado, 27 Dezembro 2014 20:03

 

Extraído do site da Rádio CBN/Foz
http://www.cbnfoz.com.br/editorial/vida-e-estilo/comportamento/27122014-233043-tradicoes-de-ano-novo-o-que-fazer-e-nao-fazer-na-virada

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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