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Turista ‘tira onda’ e irrita baianas por conta de operação

Biaggio Talento | Qui, 25/02/2016 às 22:10 | Atualizado em: 25/02/2016 às 22:19

 

Divulgação.  Quituteiras reclamaram do uso que considerem indevido do tradicional bolinho de feijão da Bahia
Divulgação. Quituteiras reclamaram do uso que considerem indevido do tradicional bolinho de feijão da Bahia

 

Reunidas nesta quinta-feira, 25, para receber certificados do Curso de Gestão de Negócios e Manipulação Alimentos promovido pela Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), realizado em parceria com a Universidade Católica de Salvador (UCSal) e a Associação de Baianas de Acarajé, Mingau, Receptivo e Similares (Abam), 60 quituteiras reclamaram do uso que considerem indevido do tradicional bolinho de feijão da Bahia na 23ª etapa da Operação Lava Jato.

“Não é justo o que fizeram com uma das mais seculares tradições da culinária baiana. Não ficamos nada satisfeitas com esta denominação e gostaríamos que o fato fosse avaliado por quem de direito”, disse, irritada, a baiana Rita Santos, presidente da Abam contando que já tem turista “tirando onda” com as baianas em Salvador. “Um freguês, cheio de graça, chegou  em um tabuleiro e disse:. E aí baiana, você também está na Lava-Jato?”, deixando-a constrangida.

O Secretário estadual do Trabalho e Esporte, Álvaro Gomes demonstrou solidariedade com as baianas, considerando um “desrespeito” a um importante símbolo da cultura baiana. “Estou do lado de vocês e me junto a este protesto”, disse.

 

 

Extraído do site do Jornal A Tarde / Salvador – BA
http://atarde.uol.com.br/politica/noticias/1749881-turista-tira-onda-e-irrita-baianas-por-conta-de-operacao

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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