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Um ano após morte, lei declara Jejé de Oyá patrono do colunismo social

Negro e gay, Jejé desafiou a sociedade conservadora de sua época.
Colunista morreu aos 81 anos, no dia 11 de janeiro de 2016.

Do G1 MT

 

11/01/2017 12h30 – Atualizado em 11/01/2017 12h33

 Jejé de Oyá foi carnavalesco e colunista social de Cuiabá (Foto: Reprodução/TVCA)
Jejé de Oyá foi carnavalesco e colunista social de Cuiabá (Foto: Reprodução/TVCA)

 

Um ano depois de sua morte em Cuiabá, o colunista social Jejé de Oyá foi declarado o patrono do colunismo social de Mato Grosso. A lei foi sancionada pelo governador Pedro Taques (PSDB) e publicada no Diário Oficial que circula nesta quarta-feira (11). O projeto é de autoria do presidente da Assembleia Legislativa do estado, deputado Guilherme Maluf.

 

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José Jacinto Siqueira de Arruda, conhecido como Jejé de Oyá, morreu no dia 11 de janeiro de 2016, aos 81 anos, depois de ter sofrido uma parada cardiorrespiratória. Ele é considerado um dos principais colunistas sociais da história do estado.

Nascido em Rosário Oeste, a 133 km de Cuiabá, ele foi adotado ainda criança por uma família que morava nas imediações da igreja Boa Morte, no centro da capital.

Negro e homossexual, Jejé desafiou a sociedade conservadora cuiabana nas décadas de 60 e 70 com seu estilo extravagante. Estudou alfaiataria e também foi carnavalesco, mas teve maior destaque no colunismo social.

Os últimos anos do colunista social foram reclusos por causa da saúde bastante debilitada, consequência de dois derrames. Com dificuldades financeiras, Jejé de Oyá morava em um residencial geriátrico particular no bairro Boa Esperança e recebia a ajuda de amigos para sobreviver.

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Extraído do portal de notícias G1 / Mato Grosso
http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2017/01/um-ano-apos-morte-lei-declara-jeje-de-oya-patrono-do-colunismo-social.html

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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