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Unegro realiza ato de promoção e respeito à diversidade religiosa

17 DE JANEIRO DE 2014 – 11H51

Para marcar a passagem dos 10 anos de vigência da Lei 6.464/04, que criou o Dia Municipal de Combate à Intolerância Religiosa em Salvador, de autoria da então vereadora Olívia Santana (PCdoB), a União de Negros pela Igualdade (Unegro) realizará no dia 21 de janeiro, um Ato Cultural de Celebração com o tema “Basta de Intolerância, diga sim à convivência pacífica entre as religiões!”. O evento tem início às 9h, no Salão Nobre da Reitoria da Universidade Federal da Bahia (UFBA), bairro do Canela.

Realizado em parceria com o Coletivo de Entidades Negras (CEN), com o bloco afro Reconvexo e o Centro de Educação e Cultura Popular (Cecup), o evento tem como objetivos celebrar a data, promover a cultura do respeito à diversidade religiosa e fazer valer o direito constitucional de liberdade de culto. O ato conta com o apoio da Fundação Cultural Palmares, das secretarias de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) e do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte do Estado da Bahia (Setre), além da UFBA.

Durante o Ato Cultural, a Fundação Cultural Palmares e a Fundação Gregório de Mattos assinarão o protocolo de intenções para instalação do Busto em Homenagem a Mãe Gilda. A atividade reunirá diversos segmentos religiosos em defesa da paz e da boa convivência entre as diferentes religiões. O evento contará ainda com apresentações de índios Pataxós do Sul da Bahia, de corais e performances de diferentes religiões, além das cantoras Margareth Menezes, Márcia Short e Carla Visi, e o cantor Gerônimo.

Histórico

O Dia Municipal de Combate à Intolerância Religiosa, instituído no ano de 2004, serviu de inspiração para a Lei 11.635/07, de autoria do deputado federal Daniel Almeida (PCdoB-BA). Após sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o 21 de janeiro passou a ser o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa e a data foi incluída no Calendário Cívico da União para efeitos de comemoração oficial.

A data marca a passagem da morte da yalorixá Gildásia dos Santos, conhecida como Mãe Gilda. A líder religiosa passou por uma série de complicações após ter sido atacada pelo jornal Folha Universal da Igreja Universal do Reino de Deus, em 1999, vindo a falecer no ano seguinte.

Na matéria, a yalorixá foi tratada como “charlatã” e “macumbeira”. Após o ocorrido, a família da vítima encampou uma luta jurídica em busca de punição para os culpados, obtendo êxitos e enfrentando alguns revezes, como a redução do valor inicialmente fixado para a indenização. O caso se tornou um emblema da luta contra a intolerância religiosa.

De Salvador,
Ana Emília Ribeiro

Extraído do site Portal Vermelho – www.vermelho.org.br

http://www.vermelho.org.br/ba/noticia.php?id_secao=58&id_noticia=233928

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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