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Universal do Reino de Deus foi convocada pela Procuradoria da República em Minas Gerais para prestar esclarecimentos

Fiéis de outras religiões realizaram manifestação nesta quarta-feira (15).   PUBLICADO EM 15/04/15 - 20h18 BERNARDO ALMEIDA A Procuradoria da Republica em Minas Gerais irá convocar a Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) para audiência pública com representantes de religiões de matriz africana, como candomblé e umbanda, para discutir a suposta intolerância a estes grupos. O procurador regional do núcleo de Direitos do Cidadão, Edmundo Netto Dias, atende pedido de cerca de 30 candomblecistas e umbandistas, que estiveram na sede do Ministério Público Federal (MPF), ontem à tarde, quando aproveitaram para reproduzir um terreiro, ao lado do coreto da praça da Liberdade, com rodas de capoeira e congados. Assim como nas demais capitais brasileiras, eles entregaram uma carta-denúncia para que o MPF investigue o projeto “Gladiadores do Altar”, realizado pela Iurd desde janeiro deste ano e que ganhou notoriedade após um vídeo ser divulgado nas redes sociais. Nas imagens, os “gladiadores” aparecem marchando e repetindo palavras de ordem ditas por um pastor, como “dar a vida em favor dos perdidos”, “prontos para a batalha” e “os novos gladiadores que vão nos ajudar a entrar no inferno e ganhar almas”. “O vídeo é um agravante, que nos preocupa diante do histórico de perseguição e disseminação de ódio que essa igreja já tem conosco”, diz o candomblecista Babalawo Ivanir dos Santos. “A princípio, o vídeo mostra a realização de um ato criminoso, de preconceito religioso”, diz o procurador. Em nota, a Iurd informou que o “Gladiadores” é um programa de ensino religioso totalmente pacífico, que visa à formação de jovens vocacionados para o trabalho pastoral. “Não há disciplina militar, não existe atividade física envolvida e jamais houve incitação à violência ou ódio a qualquer religião”. A igreja divulgou que “a falsa polêmica é fruto de um lamentável mal-entendido da internet, alimentado pelo desconhecimento de muitos e pelo preconceito de alguns”, e que “está à disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos”. Outros estados Conforme publicado por O TEMPO no mês passado, o programa “Gladiadores do Altar” foi alvo de inquérito civil instaurado pelo Ministério Público Federal (MPF) na Bahia, a partir da representação do Coletivo de Entidades Negras (CEN). O mesmo pode ocorrer em Minas. “Vai haver desdobramento da representação de hoje (ontem), gerando um inquérito civil na área da cidadania, no combate ao preconceito religioso. A denúncia será enviada ao núcleo criminal para análise se é cabível o oferecimento de uma denúncia”, diz o procurador Edmundo Netto Dias. A Igreja Universal informou que o MPF do Ceará já avaliou que o programa não vislumbra um movimento armado ou com conotação de milícia.   Extraído do site do Jornal O Tempo / Belo Horizonte - MG http://www.otempo.com.br/cidades/igreja-ir%C3%A1-responder-acusa%C3%A7%C3%A3o-sobre-suposta-intoler%C3%A2ncia-religiosa-1.1024889

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Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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