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Universidade quer criar centro de estudos africanos no Brasil

Actualizado ontem, às 20:03

 

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A Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB) pretende criar o Centro Interdisciplinar de Estudos Africanos e da Diáspora (CIEAD) para colmatar uma lacuna na academia brasileira, disse à Lusa fonte da instituição.

“A ideia é que isso [Estudos Africanos] aqui no Brasil é uma lacuna. Há uma grande dominância no meio académico em termos da pesquisa de Estudos Afro-brasileiros do próprio Brasil”, disse hoje à agência Lusa Gerhard Seibert, doutorado em Antropologia.

Segundo o também docente da UNILAB, a prevalência de Estudos Afro-brasileiros decorre da própria história do país, que experienciou a escravatura e, onde, ainda hoje, as questões relacionadas com a formação da origem africana no Brasil despertam interesse.

Para trocar experiências sobre as possibilidades e os problemas relativos à criação de um centro de estudos africanos, foi realizado, quarta e quinta-feira, o Seminário Permanente de Estudos Africanos e da Diáspora, no auditório do Campus dos Malês da UNILAB.

“A Formação dos Centros Africanos no Brasil” e as “Relações Institucionais e as Pesquisas Brasil-África” foram os temas abordados no encontro, que contou com profissionais da área que se debruçam sobre esta temática no meio académico.

Segundo Gerhard Seibert, um dos seis professores que compõe a comissão de criação do CIEAD, existe a intenção de que o futuro centro funcione como uma biblioteca e como um “centro de informação e de documentação” aberto ao público em geral.

Além disso, acrescentou, o centro deverá apostar “na realização de projetos de pesquisa em colaboração com outras universidades brasileiras e africanas” e, mais tarde, eventualmente, organizar um mestrado e um doutoramento em Estudos Africanos.

Porém, o professor frisou que a ideia da criação do CIEAD é ainda muito embrionária, não existindo sequer um projeto consolidado para submeter a eventuais financiadores.

Segundo o alemão, a própria universidade tem como objetivo incentivar o intercâmbio de docentes entre universidades lusófonas, “mas isso até agora não se realizou”.

Entre as diretrizes da UNILAB consta também a inclusão de 50% de estudantes de países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e de Macau.

Neste momento, segundo o professor, apenas 30% dos alunos vêm do exterior e metade destes são da Guiné-Bissau.

Devido ao momento que o país atravessa, com recessão económica e um pedido de afastamento da Presidente Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT), alguns professores brasileiros da UNILAB temem que a esperada mudança de governo traga “consequências negativas” para a instituição, disse.

O ex-presidente Lula da Silva foi quem determinou a criação, em 2010, de uma “universidade da CPLP”, logo, numa perspectiva política, a UNILAB “seria como um projeto do PT”, clarificou Gerhard Seibert.

Extraído do site de notícias português dnoticias.pt / Funchal – PT
http://www.dnoticias.pt/actualidade/mundo/586249-universidade-quer-criar-centro-de-estudos-africanos-no-brasil?quicktabs_2=2

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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