Breaking News

Vandalismo em mesquita do DF foi intolerância religiosa, diz governo

Subsecretário de Direitos Humanos afirmou que polícia investiga caso.
Livros e móveis foram jogados para fora; não houve furto de pertences.

Gabriel LuizDo G1 DF

21/03/2016 22h48 – Atualizado em 21/03/2016 22h50

 

Livros e cadeiras jogados para fora da mesquita (Foto: Reprodução)
Livros e cadeiras jogados para fora da mesquita (Foto: Reprodução)

Os ataques ao Centro Islâmico de Brasília nesta segunda-feira (21) foram um ato de intolerância religiosa contra a comunidade muçulmana, afirmou o subsecretário de Direitos Humanos do Distrito Federal, Coracy Chavante. Segundo ele, o governo acompanha as investigações da delegacia criada recentemente para apurar crimes do tipo. A polícia tem 30 dias para concluir inquérito.

 

saiba mais

 

Na manhã desta segunda, livros religiosos, utensílios e móveis do centro foram jogados para fora do prédio, que funciona na Asa Norte. Não havia ninguém no local no momento.

Como a mesquita não tem câmera de segurança, os investigadores esperam que imagens de uma escola vizinha possam ajudar a obter mais informações. A reportagem não conseguiu contato com o Sheikh Mohamed Zidan, responsável pelo espaço.

“As características denotam muito um crime de ódio porque lá tinha objeto de valor, objeto de som, e nada foi furtado. Livros e móveis foram jogados para fora, alguns rasgados. Isso não denota nenhuma ligação com furto, roubo ou vandalismo”, disse o subsecretário ao G1.

Pertences da mesquita jogados no chão, fora do prédio (Foto: Reprodução)
Pertences da mesquita jogados no chão, fora do prédio (Foto: Reprodução)

Ele declarou que o governou prestou solidariedade aos membros da mesquita. “Agora é aguardar o inquérito e continuar o diálogo para manter a garantia de direito humano à crença.”

A Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual, ou contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin) foi criada em janeiro deste ano, depois que pelo menos quatro terreiros de candomblé foram incediados no DF e no Entorno.

O espaço funciona no Departamento de Polícia Especializada (DPE), na sede da corporação – próximo ao Parque da Cidade. À época da inauguração, o governador Rodrigo Rollemberg disse que “é inaceitável” que na capital do país sejam aceitos casos de intolerância religiosa.

Material colocado para fora em ataque a mesquita de Brasília (Foto: Reprodução)
Material colocado para fora em ataque a mesquita de Brasília (Foto: Reprodução)

 

Extraído do portal de notícias G1/Distrito Federal
http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2016/03/vandalismo-em-mesquita-do-df-foi-intolerancia-religiosa-diz-governo.html

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

Related posts

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *