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Veja o que pensa Leonardo Picciani sobre a relação de seu partido com o PT

Aos 35 anos e no quarto mandato, o novo líder do PMDB na Câmara não parece ter receios de falar com bastante clareza a respeito do que pensa sobre a relação de seu partido com o PT

Por Marcel Frota – iG Brasília |

 

Posição política

“Não sou muito adepto dessas nomenclaturas. Isso é uma coisa que já foi ultrapassada pela própria sociedade. Hoje em dia você diferencia muito pouco para saber quem é de direita, de esquerda, na minha concepção, mas seu fosse adotar essa concepção tradicional para me definir, diria que sou de centro-democrático”.

Linha econômica

“Nem 8, nem 80. Acho que o mercado deve sim ter liberdade de atuar, mas o estado tem de ter alguns mecanismos de, em determinados momentos, intervir até para o sucesso das coisas. Mas também não sou favorável a total intervenção estatal e nem ao total livre mercado porque vira lei da selva também”

Aborto

“Sou contrário à modificação da legislação. Sou a favor da manutenção da legislação atual de permissão do aborto nos dois casos hoje previstos em lei (anencefalia do feto ou gravidez de risco para a mãe). Vivemos numa sociedade em que há uma grande oferta de informação, que há a possibilidade de inúmeros meios contraceptivos, inclusive subsidiados pelo Estado, o que os tornam acessivos apenas a quem pode pagar. Precisamos é de uma mudança cultural e de investir na educação. Quanto mais rica for a educação da nossa população, melhor se compreende, melhor se resolve essas questões. Acho que devemos avaliar também sob um outro aspecto. Vem diminuindo mas temos uma sociedade hoje que tem muitos contornos machistas muito fortes. Se você não criminaliza, acho que você sujeitará as mulheres à violência porque aí seu parceiro não tomará os cuidados em hipótese nenhuma e quando a mulher engravidar, querendo ou não será obrigada a abortar pelo parceiro. Acho que a retirada total dos impedimentos legais pode sujeitar muitas mulheres a sofrerem violência e constrangimentos por parte de seus parceiros”

Casamento Gay

“Essa é uma questão que foi regulamentada pelo Supremo e acho que adequadamente regulamentada. A lei deve sempre levar em conta a vida real. Existem relações homossexuais, tendo gente que goste ou não, elas existem e essas relações precisam ser regulamentadas e amparadas pela lei. Você não pode fingir que elas não existem. Dessa forma, acho que a regulamentação dada pelo Supremo Tribunal Federal foi adequada e atende a essa necessidade. Agora, evidentemente, no que diz respeito à liberdade religiosa, acho que as religiões têm o direito de, dentro de sua doutrina, escolher o que é permitido ou não. Até porque, ninguém é obrigado a seguir uma doutrina religiosa”

Sentimento anti-PT

“Da minha parte não tenho nenhum sentimento anti-PT nem anti nenhum partido. Posso ter discordância ideológica ou pontual, mas não tenho restrição ou sentimento anti nenhum deles. Com relação ao sentimento que existe na sociedade como demonstrado nas urnas, cabe ao PT explicá-lo, fazer sua autocrítica, analisar se errou em algum ponto, se precisa corrigir alguns rumos. Acho que não cabe ao PMDB fazer essa análise”

Futuro

“Acho que não devemos antecipar uma questão antes da outra. Minha pretenção hoje é exercer bem meu mandato de deputado federal e ao mandato que a bancada do PMDB me concedeu de ser líder aqui na Câmara. Essa é minha prioridade. Se eu tiver a oportunidade de ser candidato a prefeito na minha cidade, se tiver condições políticas, se meu partido no Rio de Janeiro entender que meu nome é o que melhor representa e dá chances de vitória ao partido, evidentemente que gostaria muito de disputar. Afinal de contas, seria uma honra enorme governar a cidade do Rio de Janeiro. Agora, não trato disso fora do tempo, quando chegar o momento apropriado, vou discutir. Eleição de governador está mais longe ainda, então essa eu discuto menos ainda”.

 

Extraído do portal IG
http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2015-03-04/veja-o-que-pensa-leonardo-picciani-sobre-a-relacao-de-seu-partido-com-o-pt.html

 

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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