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Vinicius de Oliveira se inspira no Candomblé para viver taxista vidente

Ator é protagonista da série ‘Santo Forte’, exibida pelo AXN

PAULO RICARDO MOREIRA | 09/09/2015 00:02:00 – Atualizada às 09/09/2015 13:43:55

 

Rio – O tema espiritualidade sempre mexeu com a curiosidade de Vinícius de Oliveira. Há dois anos e meio, o ator, de 30, passou a frequentar um terreiro de candomblé. E foi exatamente nos rituais da religião afro que ele se inspirou para dar vida a João da Cruz Forte, um taxista carioca que tem o corpo fechado e é capaz de enxergar os problemas de seus passageiros na série ‘Santo Forte’, exibida aos domingos no canal AXN.

 

Vinícius de Oliveira como o taxista João da Cruz Foto: Divulgação
Vinícius de Oliveira como o taxista João da Cruz
Foto: Divulgação

“Foi uma surpresa boa quando li o roteiro e descobri que o assunto é algo que me interessa muito. Tudo o que eu sabia sobre candomblé usei para tornar o personagem mais crível”, conta Vinícius, que foi apresentado à religião por sua mulher, a atriz Sara Antunes. “Foi ela quem me fez entender. Vou por curiosidade. Essa ligação da religião com a natureza, o poder dos orixás, tudo isso sempre me interessou.”

Na série, que tem um toque de sobrenatural e realismo fantástico, João da Cruz tem visões dos problemas de seus passageiros no momento em que eles pagam a corrida. “Quando ele e o passageiro tocam no dinheiro ao mesmo tempo há uma troca de energia”, detalha. É aí que o taxista se sente na obrigação de ajudar as pessoas, como velhinhas, prostitutas, agiotas e até bandidos. Um misterioso acontecimento no passado fez com que ele contraísse uma dívida com um pai de santo, vivido por Tiago Justino, que lhe deu esse dom das visões.

“Por conta desses poderes sobrenaturais, o João tem um conflito pessoal. A série mostra a dificuldade que ele tem de lidar com isso, não se sabe se é uma bênção ou uma maldição”, diz o ator. “O pai de santo é seu mentor espiritual. Ele incorpora uma entidade que o ajuda, e dá dicaspara solucionar os problemas dos passageiros.”

Para encarnar um taxista, Vinícius observou bastante o trabalho de quem dirige na praça. “Estou acostumado a andar de táxi no Rio. Mas fiquei mais atento, conversei mais com taxistas, até para saber como é essa relação com os passageiros”, entrega. Nas gravações, o ator, sem muita prática ao volante, passou por alguns perrengues para dirigir uma Parati velha, transformada em táxi.

“Eu sabia dirigir, tinha carteira de motorista, mas não dirigia com frequência. A maior dificuldade foi que me deram um carro velho, que deu muito problema. Às vezes, ele não ligava. Morreu numa ladeira. Perdia a força do nada, mesmo eu pisando fundo no acelerador”, revela ele, aos risos, acrescentando: “Tinha que fazer tudo isso com a câmera em cima de mim, mas acho que, por isso, as cenas ficaram mais reais.”

 

Vinicius de Oliveira com a atriz Laila Garin, sua mulher na série Foto: Divulgação
Vinicius de Oliveira com a atriz Laila Garin, sua mulher na série
Foto: Divulgação

Pai de dois filhos com Sara Atunes, Vinícius também é um chefe de família na ficção. Só que o taxista, que é casado com Dalva (Laila Garin) e tem dois filhos, acaba negligenciando a família por causa de sua obrigação. “A mulher sente falta da mesma atenção que ele dá aos passageiros”, explica.

Conhecido pelo papel do menino Josué do filme ‘Central do Brasil’ (1998), o ator lida bem com essa lembrança do público, mas fica incomodado quando isso ganha destaque em suas entrevistas. “João é meu primeiro protagonista na TV”, comemora ele, que está fazendo outra série na TV a cabo, ‘Unidade Básica’. “Vai mostrar o trabalho de médicos do SUS.”

Extraído do site do Jornal O Dia online / Rio de Janeiro – RJ
http://odia.ig.com.br/diversao/televisao/2015-09-09/vinicius-de-oliveira-se-inspira-no-candomble-para-viver-taxista-vidente.html

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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