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VIP: Documentário mostra como a religiosidade entra na vida das pessoas

‘Do Que Aprendi com Meus Mais Velhos’ é focado na relação dos indivíduos com o candomblé

Gabriela Cruz, Giuliana Mancini e Verena Paranhos (gabriela.cruz@redebahia.com.br)

20/08/2016 10:00:00Atualizado em 20/08/2016 14:47:57

 

Como a religiosidade entra na vida de cada pessoa? Foi partindo dessa questão que Susan Kalik teve a ideia para seu mais novo documentário, Do Que Aprendi com Meus Mais Velhos. “Eu comecei a me perguntar em que momento a religião é despertada. E percebi que vem muito da turma mais velha, que vai passando as crenças oralmente”, diz. A produtora se uniu a Fernanda Júlia e, juntas,  dividem a direção do projeto, focado no surgimento do candomblé na história de cada um. Elas iniciaram o trabalho em Alagoinhas, no terreiro Ilê Axé Oyá Ladê Inan, passaram por Salvador e vão percorrer ainda locais  em outras três cidades do interior da Bahia.

Entrevista no Ilê Axé Oyá Ladê Inan: documentário Do Que Aprendi com Meus Mais Velhos (Foto: Andréa Magnoni/Divulgação)
Entrevista no Ilê Axé Oyá Ladê Inan: documentário Do Que Aprendi com Meus Mais Velhos
(Foto: Andréa Magnoni/Divulgação)

Para o filme, as diretoras entrevistaram desde a turma nova até a mais antiga. “Os mais velhos acabam fazendo uma reflexão de como eles aprenderam com os seus mais velhos. E pensam como eles passam para frente. É muito bacana, muito gostoso”, conta Susan. “Com as crianças, temos três faces. Uma é a das que vão para o terreiro acompanhar os pais. A outra é as que estão em formação, já aprendendo. E a última é a das que moram no entorno, que não são frequentadoras do espaço, mas que convivem ali, participam de algumas festas abertas”.

Além do Ilê Axé Oyá Ladê Inan, a equipe já foi ao Terreiro Mokambo, em Salvador, e conversou com Tata Anselmo. Ainda estão agendadas visitas a dois espaços em Cachoeira, dois em Ilhéus e um em Maragojipe. Com produção assinada pela Kalik, o documentário tem trilha sonora original concebida por  Jarbas Bittencourt. O plano é finalizar o projeto em setembro. “E, em dezembro, já estar com ele pronto”, fala Susan.

 

 

Extraído do site do Jornal Correio* 24 Horas/ Salvador – BA
http://www.correio24horas.com.br/detalhe/coluna-vip/noticia/vip-documentario-mostra-como-a-religiosidade-entra-na-vida-das-pessoas/?cHash=c15a563357f4e225311904acbaddb48a

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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