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Viradouro fala de intolerância religiosa com ajuda de ópera sobre africano

Ator ex-‘Malhação’ desfilou como Jesus Cristo e rainha veio de Odalisca.
Escola contou história da canção ‘Ogundana’, composta por Altay Veloso.

Do G1 Rio

06/02/2016 02h40 – Atualizado em 06/02/2016 02h48

 

A Unidos da Viradouro foi a antepenúltima a passar pela Sapucaí nesta noite de Série A.

Para brigar pela vaga no Grupo Especial, a escola de Niterói cantou a história da ópera “O Alabê de Jerusalém”, de Altay Veloso.

A Viradouro aproveitou o enredo para falar sobre intolerância religiosa. Um dos destaques foi Kayllane Coelho, de 11 anos. Em junho de 2015, ela levou uma pedrada ao sair de uma cerimônia de candomblé.

Sobre a ópera
A obra escolhida pela Viradouro segue a vida um africano nascido há dois mil anos, que depois de fugir de sua tribo se transforma em seguidor de Jesus Cristo.

O enredo “O Alabê de Jerusalém: A saga de Ogundana” é do carnavalesco Max Lopes. A escola passou pela Sapucaí dentro do tempo limite.

Odalisca e Jesus
A atriz Isabel Fillardis sambou no abre-alas da Viradouro, que simbolizou as terras africanas. A rainha de bateria Raíssa Machado desfilou com a fantasia Odalisca do Deserto.

A bateria do mestre Paulinho trouxe ritmistas fantasiados de “Alabê, o contador de história”. Alabê de Jerusalém é a entidade espiritual que retornou à Terra.

Paulo Dalagnoli, ator ex-“Malhação”, desfilou como Jesus Cristo, no terceiro carro da escola. “É uma das maiores figuras da história da humanidade. Eu fui buscar orientação para não ferir a religião. Mas o padre afirmou que se eu interpretasse com respeito que Ele merece, não teria problema. É uma homenagem”, afirmou o ator.

Paulo Dalagnoli desfila como Jesus no terceiro carro da escola (Foto: G1/Alexandre Durão)
Paulo Dalagnoli desfila como Jesus no terceiro carro da escola (Foto: G1/Alexandre Durão)

Ogundana
A ópera de Veloso conta a saga do africano Ogundana, contemporâneo de Jesus Cristo, nascido no Daomé (atual Nigéria).

A história começa quando ele deixa sua tribo Iorubá, com 12 anos, e segue para o norte da África. Conhecendo povos e nações, desenvolveu o poder da cura.

O espetáculo destaca a amizade dele com Jesus e a paixão por Judith, prima de Maria Madalena. Ele retorna ao Brasil, dois mil anos depois como a entidade Alabê de Jerusalém.

 

Extraído do portal de notícias G1 – caderno especial sobre o Carnaval 2016 / Rio de Janeiro – RJ
http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/carnaval/2016/noticia/2016/02/viradouro-fala-de-intolerancia-religiosa-com-ajuda-de-opera-sobre-africano.html

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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