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Xangô Rezado Alto marca luta contra intolerância religiosa

01/02/2016 14:21

 

 

Divulgação Xangô rezado alto
Divulgação
Xangô rezado alto

A Praça Floriano Peixoto sedia nesta terça-feira, dia 2 de fevereiro, a partir das 16h, a quarta edição do Projeto Xangô Rezado. A ação marca a luta de lideranças e simpatizantes das comunidades de matriz africana contra a intolerância religiosa em Alagoas e celebra a memória dos 104 anos do episódio que ficou conhecido como ‘Quebra de Xangô’ – quando, em 1912, casas de culto afrorreligiosos de Maceió foram invadidas e destruídas.

A celebração em memória do ‘Quebra’ reunirá integrantes de comunidades de terreiro, artistas, simpatizantes e grupos culturais ligados à temática afro-brasileira. No palco, a mostra cultural afro-alagoana conta com a participação da Orquestra de Tambores, Banda Afro Zumbi, Grupo Iyá Capoeira, Banda Afro Afoxé, Afoxé Odô Iyá e Coletivo Afrocaeté.

O Xangô Rezado Alto é uma realização da Prefeitura de Maceió, por meio da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC), em parceria com a Rede Alagoana de Comunidades Tradicionais de Terreiro e apoio da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal).

 

Sobre o ‘Quebra de Xangô’

O episódio histórico que ficou conhecido como ‘Quebra de Xangô’ foi um ato de violência praticado entre os dias 1º e 2 de fevereiro de 1912 contra as casas de culto afro-brasileiros de Maceió, que se estendeu também pelo interior de alagoas.

Neste período, babalorixás e yalorixás tiveram seus terreiros invadidos por uma milícia armada, seguida por uma multidão enfurecida, e assistiram à retirada e destruição de seus paramentos e objetos de culto sagrados, que foram expostos e queimados em praça pública, numa demonstração flagrante de preconceito e intolerância religiosa.

O evento intimidou o povo de santo e suas práticas nas décadas subsequentes, proporcionando o surgimento de uma manifestação religiosa intimidada, denominada xangô rezado baixo, uma modalidade de culto praticada em segredo, alimentada pelo medo, sem o uso de atabaques, e animada apenas por palmas.

O projeto Xangô Rezado Alto além de rememorar o episódio do quebra dos terreiros, reivindica atenção e compromisso para com as causas da população afrodescendente.

Fonte: Ascom/FMAC

 

Extraído do site Alagoas 24 Horas / Maceió – AL
http://www.alagoas24horas.com.br/950609/xango-rezado-alto-marca-luta-contra-intolerancia-religiosa/

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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