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Yá Sessu

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Não existe tradução certa a seu nome, acredito que por conta do nome original ter sofrido mudanças na transição África – Brasil, contudo é uma qualidade popular, porém cheia de mistérios, está presente no resgate de valores e na educação das crianças.

Como toda a família do Mar, Yá Sessu tem seu lugar bem definido, ela é responsável pelas ressacas e também por receber a agua doce, por isso sua associação a Oxum. Em alguns momentos, como na lenda (itã) abaixo aparece ao lado de Oxaguiã e em outros momentos aparece como mãe de Omolu, por ser a mais próxima com a família de jejê.

Lenda – A casa de Sessu

Diz a lenda que de todas filhas de Olokun, Yá Sessu era a mais desorganizada, ela nutria por seus objetos enorme paixão, o que a fazia não joga-los fora nunca, juntando assim uma enorme bagunça em sua casa, certo dia Olokun foi visita-la e chegando viu a casa da filha em completa desordem, então com seu enorme poder, disse a filha que ela teria 8 dias para arrumar tudo. Desesperada ela saiu a procura de alguém que ajudasse, e encontrou na beira da praia Oxaguiã, que olhava intrigado para as ondas, onde já havia conquistado seu reino, mas ainda não entendia a imensidão do mar, e a ele pediu ajuda:

– Oxaguiã, Olokun disse que eu tenho apenas 8 dias para arrumar minha casa, porém eu não quero me desfazer de nada. – Disse Yá Sessu.

– Yá, eu posso te ajudar, ganhei de meu pai, Obatalá, uma grande casca de ibi que nela cabe todas as coisas do mundo, posso lhe dá e com isso você pode guardar suas coisas, e assim deixar sua casa arrumada.

– Mas e suas coisas? –Disse ela.

-Não se preocupe, foi me dado esse presente mágico, quando saiu das terras de meu pai para conquistar meu próprio reino, contudo minha conquista não terminou, preciso entender o mar, então você me ensina os segredos do mar e eu lhe dou esse essa casca de ibi que tudo guarda.

E assim foi, quando Olokun chegou a casa da filha, encontrou tudo arrumado surpreso perguntou a ela o que ela fez para em tão pouco tempo colocar tudo em ordem, ela disse que fizera um acordo com Oxaguiã.

Sabendo que isso não resolveria o problema da filha, Olokun gritou a todos os mares, que sua filha Yá Sessu a partir daquele momento seria responsável pelas ressacas, onde no mar só ficaria aquilo que era direito do mar…

Por isso hoje quando acontece as ressacas Yá Sessu é louvada!

Roupas e Aparamentas

Usamos o prata, o branco, o azul celeste e até mesmo o bege. Ela usa abebé e podemos colocar uma penca de cascas de ibi branca, devida a sua associação com Oxaguiã.

Seus filhos

Tem cara de bravos, porém com um sorriso são capazes de iluminar tudo. São apegados a família, e mantém uma forte ligação paterna. Cuidadosos, assim como a mãe, tem grande apego as coisas materiais. São ligados aos gestos simples e são fáceis de agradar. Demonstram com facilidade seus sentimentos mesmo que tenham que ofender.

Extraído da página Orixás Apostilas Candomblé no Facebook

https://www.facebook.com/ilease.dosaber.5?fref=photo

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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